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Blog da Aninha

Um novo talento

enviado por Ana Paula Oliveira, 22 de Agosto de 2011 Comentários 3 comentários

 

Olá pessoal!

Eu estava na casa de uma amiga e tive a oportunidade de conhecer a Patrícia Rodriguez, um talento musical. Particulamente eu gostei muita da voz e da pessoa que ela representa e gostaria de compartilhar com vocês.

Vocês gostaram? dê sua opinião e indiquem.

 

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Tempo de mulher entrevista Ana Paula Oliveira

enviado por Ana Paula Oliveira, 15 de Agosto de 2011 Comentários 1 comentários

 

No dia 10 de agosto de 2011, Ana Paula Oliveira concedeu uma entrevista ao canal "Tempo de Mulher" no comando da jornalista Ana Paula Padrão.

O canal Tempo de Mulher abrange um portal dedicado a temas de interesse do universo feminino, uma produtora de eventos e um banco de inteligência totalmente voltados a entender a nova mulher brasileira.

Confira agora essa super entrevista com a musa do futebol!


Bandeirinha, musa e apaixonada por futebol

Mulher e futebol combinam sim, rapazes!


A bandeirinha Ana Paula Oliveira saiu dos gramados para a fama. Posou nua, venceu preconceitos e tornou-se importante na história do futebol





























Sempre que ela entrava no campo era um alvoroço para os homens presentes no estádio de futebol. Os olhares dos torcedores, antes atentos às entradas em campo dos seus times de coração, agora buscavam as laterais do gramado com o objetivo de achar aquela bandeirinha de que tanto falavam. Quase vinte anos depois, Ana Paula Oliveira, paulistana de Campinas, conseguiria visibilidade no país inteiro por sua competência dentro e fora das quatro linhas: por bandeirar com capacidade técnica em campo e posando nua para a Playboy.

O Tempo de Mulher entrevistou Ana Paula que afirmou com todas as letras: mulher e futebol combinam sim. Ela ainda nos contou da influência do pai na carreira, da possibilidade de voltar aos gramados no próximo ano e dos avanços e espaços que as mulheres vêm conquistando.

Dizem os homens que futebol e mulher não combinam. Você venceu num esporte predominante masculino. Se considera hoje um sex symbol dos gramados?

Não. Na verdade fui novidade na época, que provou que uma mulher é capaz sim de entender de futebol e dominar a regra do impedimento. A Marta provou que mulher e futebol combinam.

Seu sonho era se tornar jogadora de vôlei e você acabou indo parar no meio de 22 marmanjos correndo atrás de uma bola. Quando surgiu a bandeirinha Ana Paula?

Por acaso, nunca tinha me imaginado árbitra até ter vivido esta profissão de perto por intermédio do meu pai. Amo desafios e me tornar árbitra e atuar nos grandes jogos era algo que me fascinava e então passei a dedicar a minha vida ao futebol em especial à “arbitragem”. Iniciei aos 14 anos como mesária ou anotadora, aos 15 anos fiz meu primeiro curso, aos 19 anos me profissionalizei e aos 24 anos me tornei árbitra FIFA.

Assim que você ingressou no curso de arbitragem, seu pai aceitou com facilidade essa paixão pelo futebol?

No começo quando criança, ele me incentivou a fazer os cursos e a entender as regras. Mas quando falei que partiria para São Paulo para tentar carreira profissional ele pirou! Foi contra. Só depois de 03 anos como árbitra federada foi que meu pai passou a aceitar e me acompanhar e, como todo pai, exigiu que eu fosse a melhor... Mas no início brigamos muito.

Foi mais difícil posar nua para a Playboy ou apitar a final do Campeonato Paulista em 2003?

Foi mais difícil posar nua, primeira vez, não sabia como funcionava, era tudo muito novo. Já para a final fui treinada, não existia nada novo com exceção da transmissão ao vivo para todo Brasil. Precisava apenas lidar com a pressão.

Outra questão: você sofreu preconceito por parte das mulheres por posar nua?

Não posso afirmar isso, mas acho que um pouco.

Depois da publicação você não apitou mais um jogo oficial. Quais as razões para esse impedimento nos gramados?

Atuei sim, pela Federação Paulista de Futebol em vários jogos. O impedimento de atuar na CBF aconteceu devido uma mudança no critério de avaliação física. Para as mulheres estarem aptas a atuarem em jogos masculinos precisam realizar os mesmos testes físicos masculinos. Isso infelizmente atrapalhou meu retorno à CBF. Estava condicionada aos índices femininos. Depois solicitei um afastamento para me dedicar aos estudos e formação.

Certamente você entrou para a história do futebol brasileiro. Como gostaria de ser lembrada daqui a 40 anos?

Como a mulher que conquistou o respeito no campo de jogo.

Sempre foi mais fácil domar os homens dentro dos gramados ou fora dele?

Sem dúvida, domar dentro de campo é muito mais fácil do que fora dele.

Em sua opinião, o Brasil tem estrutura suficiente para receber uma Copa do Mundo?


Assunto delicado, a nossa infraestrutura me preocupa. Por exemplo: nossos aeroportos não possuem capacidade para comportar a demanda de tráfego. Sem falar na questão estádios. Como diz Romário: só Jesus para salvar a Copa no Brasil.

Seu sonho ainda é chegar a uma Copa do Mundo. A do Brasil é agora em 2014. Até lá você já está de volta aos campos de futebol?

Sonho sim com a Copa, agora de duas formas como árbitra ou jornalista. Mas pretendo retornar aos gramados no próximo ano. Recomeçar, com um passo de cada vez, a atuar como árbitra ainda existe.

Longe dos gramados, você ficou mais conhecida pela participação no reality show A Fazenda, em 2009. De que maneira o programa abriu outras portas para você?

Foi muito bom ter participado. Passei a fazer parte do casting da TV Record. Hoje atuo como comentarista na casa e colunista do Jornal Diário de São Paulo. E no ano do reality participei de muitos eventos, atuando como mestre de cerimônia, presença VIP, palestrante e árbitra em jogos festivos por todo o Brasil.

Como você vê o papel da mulher brasileira hoje em dia? Consegue enxergar um avanço assim que você se tornou bandeirinha até os dias de hoje?

Sim, sem dúvida houve um avanço. No futebol muita coisa mudou. Temos mulheres jornalistas de campo, o número de árbitras cresceu e mulheres dirigentes de grandes clubes. Entre outros exemplos, hoje temos uma mulher como presidente da República. E acredito que a cada ano estamos conquistando novos espaços, o avanço continua.

 

Postado em: Entrevista.

Tags: Ana Paula, Mulheres do Futebol.

 

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